sábado, 17 de dezembro de 2011









"Eu me descubro ainda mais feliz a cada pedaço seu e de tudo o que é seu . Às vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer . Eu queria assinar um contrato com Deus : Se eu nunca mais olhar para homem nenhum no mundo, será que ele deixa você ficar comigo pra sempre ? Eu descobri que tentar não ser ingênua é a nossa maior ingenuidade, eu descobri que ser inteira não me dá medo, porque ser inteira já é ser muito corajosa, eu descobri que vale a pena ficar três horas te olhando sentada num sofá mesmo que o dia esteja explodindo lá fora . E quando já não sei mais o que sentir por você, eu respiro fundo perto da sua nuca, e começo a querer coisas que eu nem sabia que existiam . Quando sentamos ali e seguramos um na mão do outro, eu senti um daqueles segundos de eternidade que tanto assustam o nosso coração acostumado com a fugacidade segura dos sentimentos superficiais . Eu olhei para você com aquela sua camisa que te deixa com tanta cara de homem e me senti tão ao lado de um homem, que eu tive vontade de ser a melhor mulher do mundo . E eu tive vontade de fazer ginástica, ler, ouvir todas as músicas legais do mundo, aprender a cozinhar, arrumar meu quarto, escrever um livro, ser organizada . E aí eu só olhei pra bem longe, muito além do Sol, e todo o meu passado se pôs junto com ele . E eu senti a alma clarear enquanto o dia escurecia . Eu preciso disfarçar que não paro mais de rir, mas aí olho pra você e você também está sempre rindo . Se isso não for o motivo para a gente gostar, já não entendo mais nada desse mundo . Engraçado como eu não sei dizer o que eu quero fazer, porque nada me parece mais divertido do que simplesmente estar fazendo . Ainda que a gente não esteja fazendo nada . Eu, que sempre quis desfilar com a minha alegria para provar ao mundo que eu era feliz, só quero me esconder de tudo ao seu lado."









Tati Bernardi

quinta-feira, 20 de outubro de 2011







Se meu coração não se emociona mais, fiquei me perguntando o que eu estava fazendo ali .
Se não sonho mais, não planejo mais, não desejo mais, não espero mais nada, o que eu estava fazendo ali ?
Não te amo mais, queria dizer a ele, pela primeira vez, sem esperar que ele sofresse com isso. Sempre quis que ele sofresse com o dia em que eu não o amasse mais. Mas justamente porque eu não o amo mais, nem quero mais que ele sofra. Aliás, não quero mais nada. Só ir embora. Eu só queria ir embora. Então, por que eu simplesmente não ia embora? Por que eu continuava obedecendo os comandos do meu ex-dono, sendo que ele não é mais dono nem do meu dedinho do pé que tem a unha mais curta? Claro que sobrou um carinho, uma amizade, uma graça. O mesmo que tenho pelo resto da humanidade que julgo digno de alguns minutos do meu tempo. Mas tudo aquilo, meu Deus, tudo aquilo que era maior do que eu mesma, maior do que o mundo, que me soterrava, que me transportava pra outra realidade, que fazia meu corpo inteiro doer tanto de tanto sangue inchado que passava por ele, tudo aquilo, nossa, acabou. Já era!!!





Tati Bernardi

segunda-feira, 5 de setembro de 2011











(...) Mas se você tivesse ficado, seria diferente?



Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais - por que ir em frente?



Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia - qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.



Tinha terminado então. Porque a gente, alguma coisa dentro da gente sempre sabe exatamente quando termina. Mas de tudo isso, me ficaram coisas boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor pra mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo.



Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro, mas que seja bom o que vier, pra você e pra mim.











Caio F. Abreu

segunda-feira, 23 de maio de 2011



"Ele pode estar olhando tuas fotos neste exato momento; passou-se muito tempo, detalhes se perderam. E daí? Pode ser que ele faça as mesmas coisas que você fazia escondida, sem deixar rastros nem pistas. Talvez ele passa a mão na barba mal feita e sinta saudade do quanto você gostava disso. Ou percorra trajetos que eram teus, na tentativa de não deixar que você se disperse das lembranças. As boas. Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ele pode pensar em você. Todos os dias. E ainda assim, preferir o silêncio. Ele pode reler teus bilhetes, procurar o teu cheiro em outros cheiros. Ele pode ouvir as tuas músicas, procurar a tua voz em outras vozes. Quem nos faz falta, acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta. Não há escape. Talvez ele perceba que você faz falta e diferença, de alguma forma, numa noite fria. Você não sabe. Ele pode ser o cara com quem passará aquele tão sonhado verão em Paris. Talvez ele volte; Ou não."







Caio F. Abreu

segunda-feira, 21 de março de 2011




"Eu não faço a menor idéia de como esperar você me querer. porque se eu esperar, talvez eu não te queira mais.
Eu não queri ir embora e esperar o dia seguinte. porque cansei dessa gente que manda ter mais calma. E me diz que sempre tem outro dia. E me diz que eu não posso esperar nada de ninguém. E me diz que eu preciso de uma camisa de força. Se você puder sofrer comigo a loucura que é estar vivo. se você puder passar a noite em claro comigo de tanta vontade de viver esse dia sem esperar o outro, se você puder esquecer a camisa de força e me enrroscar no seu corpo para que duas forças loucas tragam algum aquilibrio. Se você puder ser alguém de quem se espera algo, afinal, é uma grande mentira viver sozinho, permita-se. Eu só queria alguém pra vencer comigo esses dias terrivelmente chatos.”



Tati Bernardi

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010





"Como pode? Duas pessoas tão diferentes se amarem a ponto de não conseguirem desviar os pensamentos um do outro? Certo dia me perguntaram: Pq você se apaixonou? Eu repondi: Não sei… E talvez continue não sabendo. Eu simplesmente amo, acordo e vou dormir com ele nos meus pensamentos. E como podemos deixar que nossas diferenças nos afetem? Por que diante do amor, nós (humanos) somos às vezes tão racionais? Por que deixamos que o jardim tenha ervas daninhas?


Respostas que eu não tenho."







Caio F. Abreu



terça-feira, 19 de outubro de 2010


"Eu sabia que estava sendo amada, talvez como nunca em toda a minha vida. Mas absolutamente incrível. Só ele conheceu uma mulher corajosa que admitiu todos os medos, todas as neuroses, todas as inseguranças, toda a parte feia e real que todo mundo quer esconder com chapinhas, peitos falsos, bundas falsas, bebidas, poses, frases de efeito, saltos altos, maquiagem e risadas altas. Ninguém nunca me viu tão nua e transparente como você, ninguém nunca soube do meu medo de nadar em lugares muito profundos, de amar demais, de se perder um pouco de tanto amar, de não ser boa o suficiente. Só ele viu meu corpo de verdade, minha alma de verdade, meu prazer de verdade, meu choro baixinho embaixo da coberta com medo de não ser bonita e inteligente. Só para ele eu me desmontei inteira porque confiei que ele me amaria mesmo eu sendo desfigurada, intensa e verdadeira, como um quadro do Picasso. Quero que ele veja o quanto mudei por causa dele.



Tati Bernardi


terça-feira, 14 de setembro de 2010

Peço desculpas pela ausência, mas assim que possível responderei a todos os comentários em meus posts e também seguirei a todos os meus novos seguidores.

Beeeijos a todos.. fiquem com o Papai do Céu *-*

Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando á pé pra casa, avariada.
Eu sei,não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Telvez este seja o ponto. Talvez eu Não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu patio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória,sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.
Não era amor,era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor.


Martha Medeiros

segunda-feira, 23 de agosto de 2010


Eu sei, eu sei... O eterno clichê "isso passa". Passa sim e quando passar algo mais triste vai acontecer: Eu não vou mais te amar.
É triste saber que um dia vou ver você passar e não sentir cada milímetro arder e enjoar. É triste saber que um dia vou ouvir a sua voz ou olhar seu rosto e o resto do mundo não vai desaparecer. O fim do amor é mais triste que o nosso fim.
Meu amor esta cansado, surrado. Ele quer me deixar para renascer depois, lindo e puro em outro canto, mas eu não quero outro canto. Eu quero insistir no nosso canto.
Eu me agarro a beiradinha do meu amor, eu imploro pra que ele fique, ainda que doa mais do que cabe em mim, eu imploro para que pelo menos esse amor que eu sinto por você não me deixe, pelo menos ele, ainda que insuportável, não desista.


Tati Bernardi